Desde quinta feira estou de volta pro trabalho, depois de trinta dias de licença médica devido a uma cirurgia. Nada complicado, é só porque cirurgia é sempre cirurgia,(qualquer dia falo a respeito dessa experiência), e já que se tem direito, vamos tomar posse dele...
Vamos falar de mudanças. Quando se fala em mudança, a gente logo olha com ares de desconfiança, de intranquilidade, pois o novo sempre nos amedronta, eu quem o diga. Não sou muito dada a essas coisas de ficar mudando tudo do lugar. Antigamente, quando eu trabalhava numa certa repartição por aí, tinha um pessoal que vivia mudando a mesa, o armário, o computador de lugar e isso me incomodava. Eu sempre via a melhor posição, aquela onde me sentia bem, colocava ali e pronto... porque essa agora de muda pra cá, muda pra lá... afff... parece que a pessoa num consegue se fixar, que nem um lugar num tá bem...
Eu dizia, na minha sala, nem na minha mesa não precisa mexer, pode deixar desse jeito mesmo porque tá bom assim. Um dia alguém falou: nossa porque você não gosta de mudar, fica sempre nessa mesmice, tem que mudar, dar uma nova cara pro local... Hum... sei não, até a gente se acostumar com o novo visual vocês já estão querendo mudar de novo?!... Foi que então comecei a refletir quando me perguntaram porque eu não gostava de mudar...Não é bem assim, se for pra mudar pra melhor, ótimo, sem objeções... mas também tem aquele ditado: "pedra que muito se muda não cria limbo"...
Comecei a me policiar mais nesse sentido e fui tentando mudanças na minha vida, lentamente...sem nada muito radical... novas amizades; voltei a estudar, novos ambientes, novos sonhos, até que criei coragem... novos concursos, novos locais de trabalho... outra clientela...mudança radical dessa vez, passei de clientela idosa para crianças...
Nunca pensei que ia me sair muito bem, me enganei!
Antes de começar, meu filho me disse: mãe, cuidado, você não tem muita paciência, você já estudou o Estatuto da Criança e do Adolescente... se cuida... rsrsrs...
Me surpreendi comigo mesma, sempre pensei que não tinha muita aptidão para lidar com crianças, mas olha, vou falar uma coisa, estava enganada... elas me conquistaram... Elas são mais autênticas e menos fingidas...
Como é compensador quando eles disputam entre si o nosso abraço, o nosso carinho! A gente se sente rejuvenecer quando todos os dias aqueles olhinhos brilham quando elas nos beijam, nos abraçam e dizem que nos amam... é bom demais...
Nossa... já estava com saudade das minhas crianças.. algumas cresceram... também estão começando a mudar... virando gente grande, mas sempre muito carinhosas...
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